Manifesto da Conferência Missão Reversa 2026, em Mantova, Itália. De todos para todos. Completando o círculo do Evangelho.

Nós cremos que o Evangelho não mudou.
Jesus Cristo continua sendo o mesmo.
A Palavra continua sendo viva.
A missão continua sendo urgente.
E a Igreja continua sendo enviada.
Mas reconhecemos uma realidade que não podemos ignorar:
o mundo no qual carregamos o Evangelho mudou.
As fronteiras mudaram.
As cidades mudaram.
As culturas se encontraram.
Os povos migraram.
As nações se tornaram vizinhas.
Hoje, o mundo está chegando às nossas portas.
Por isso, não olhamos para a migração apenas como um desafio social.
Nós a enxergamos também como uma oportunidade missionária.
NÓS CREMOS EM UMA MISSÃO SEM FRONTEIRAS
Durante séculos, muitos foram enviados das nações cristianizadas para as nações consideradas
campos missionários.
E somos profundamente gratos por todos aqueles que obedeceram ao chamado de Deus.
Mas a história não terminou.
A geografia do cristianismo mudou.
Hoje, homens e mulheres da África, da Ásia, da América Latina e de outras partes do mundo
estão atravessando fronteiras — não apenas em busca de oportunidades, mas também
carregando a fé que receberam.
Aquele que um dia recebeu o Evangelho também pode ser enviado para compartilhá-lo.
Por isso, rejeitamos uma visão de missão baseada em centros e periferias.
Não acreditamos mais em um mundo dividido simplesmente entre “quem envia” e “quem
recebe”.
Cremos em uma Igreja global.
Uma Igreja de todos os povos, enviada a todos os povos.
NÓS CHAMAMOS ISSO DE MISSÃO REVERSA
Missão Reversa não significa simplesmente voltar.
Não é uma viagem de retorno.
Não é uma inversão geográfica.
Não é substituir um missionário por outro.
Missão Reversa é reconhecer que Deus está movimentando pessoas, culturas, dons e
comunidades para que o Evangelho atravesse novamente as fronteiras.
É perceber que Deus pode enviar um brasileiro para a América.
Um africano para a Europa.
Um asiático para a América Latina.
Um europeu para a África.
E um imigrante que chegou ontem pode ser o missionário que Deus usará para alcançar a
cidade onde hoje vive.
De todos para todos.
NÃO SOMOS APENAS IMIGRANTES.
Somos portadores de histórias.
Carregamos idiomas.
Carregamos culturas.
Carregamos experiências.
Carregamos dons.
Carregamos testemunhos.
E, acima de tudo,
carregamos o Evangelho.
Por isso, não queremos apenas construir igrejas para imigrantes.
Queremos formar igrejas missionárias por meio dos imigrantes.
Não queremos apenas comunidades que preservem sua cultura.
Queremos comunidades que sirvam a sua cultura e alcancem outras culturas.
Não queremos apenas sobreviver em uma nova sociedade.
Queremos ser enviados dentro dela.
NÓS CREMOS QUE A CIDADE É UM CAMPO MISSIONÁRIO
Roma. Paris. Londres. Boston. Lisboa. São Paulo. Mantova.
Cada cidade possui suas próprias histórias.
Suas feridas.
Suas perguntas.
Suas culturas.
Seus povos.
E suas oportunidades para o Evangelho.
Por isso, não fugiremos da mudança.
Aprenderemos a enxergá-la.
Não teremos medo das culturas.
Aprenderemos a honrá-las.
Não construiremos muros onde Deus abriu portas.
Construiremos relacionamentos.
Não chegaremos com arrogância.
Chegaremos com humildade.
Não iremos apenas falar.
Iremos ouvir.
Não iremos apenas ensinar.
Iremos aprender.
Não iremos apenas pedir que as pessoas venham até nós.
Iremos até elas.
NÓS APRENDEREMOS A CULTURA.
Porque não podemos amar aquilo que não estamos dispostos a conhecer.
NÓS DEPENDEREMOS DO ESPÍRITO SANTO.
Porque estratégia sem dependência de Deus se torna apenas atividade.
NÓS CONSTRUIREMOS RELACIONAMENTOS.
Porque pessoas não são projetos missionários.
São pessoas criadas à imagem de Deus.
NÓS SERVIREMOS COM PACIÊNCIA.
Porque transformação profunda raramente acontece rapidamente.
NÓS HONRAREMOS AS NAÇÕES.
Porque cada povo, língua e cultura possui uma história que merece ser tratada com dignidade.
NÓS REJEITAMOS A IDEIA DE QUE O OCIDENTE É APENAS UM DESTINO MISSIONÁRIO.
A Europa não é apenas um lugar para onde os cristãos devem viajar.
A América não é apenas um lugar para onde os cristãos devem ser enviados.
São campos missionários.
Mas também são lugares onde Deus já plantou sementes.
Há igrejas.
Há discípulos.
Há líderes.
Há comunidades.
Há imigrantes.
Há famílias.
Há cristãos de todas as partes do mundo.
Por isso, não chegamos para tomar o lugar de ninguém.
Chegamos para cooperar.
Não chegamos para apagar histórias.
Chegamos para acrescentar novos capítulos.
Não chegamos para controlar.
Chegamos para servir.
Não chegamos para competir.
Chegamos para cooperar no Reino de Deus.
NÓS CREMOS NA IGREJA GLOBAL
Quando João viu a multidão diante do trono, ele não viu uma única cultura.
Ele viu todos os povos, tribos, línguas e nações.
Por isso, a diversidade não é uma ameaça à Igreja.
Ela aponta para o Reino.
A Igreja do futuro não será menos global.
Será mais global.
E nós queremos preparar a Igreja para esse futuro.
POR ISSO, DE MANTOVA, NÓS NOS COMPROMETEMOS.
Comprometemo-nos a enxergar a migração com olhos missionários.
Comprometemo-nos a formar igrejas que acolham e enviem.
Comprometemo-nos a desenvolver líderes transculturais.
Comprometemo-nos a preparar imigrantes para serem missionários.
Comprometemo-nos a ensinar nossos filhos a viver entre culturas.
Comprometemo-nos a atravessar fronteiras culturais com humildade.
Comprometemo-nos a servir nossas cidades.
Comprometemo-nos a cooperar entre igrejas, países e denominações.
Comprometemo-nos a compartilhar recursos.
Comprometemo-nos a aprender uns com os outros.
E, acima de tudo,
comprometemo-nos a obedecer à Grande Comissão.
A MISSÃO NÃO TERMINOU.
Ela mudou de cenário.
Mudou de rota.
Mudou de contexto.
Mas o chamado permanece.
Ide por todo o mundo.
Por isso, não perguntaremos apenas:
“De onde você veio?”
Perguntaremos:
“Para onde Deus está enviando você?”
Não perguntaremos apenas:
“Qual é a sua cultura?”
Perguntaremos:
“Como Deus quer usar sua cultura para abençoar outras pessoas?”
Não perguntaremos apenas:
“Qual é o seu país?”
Perguntaremos:
“Qual é o seu campo missionário?”
ESTE É O NOSSO MOMENTO.
O mundo está em movimento.
As pessoas estão em movimento.
As culturas estão em movimento.
E cremos que Deus também está em movimento.
Ele está abrindo portas que não existiam antes.
Ele está conectando povos que antes estavam separados.
Ele está levantando uma nova geração.
Uma geração que não pensa apenas em ir para longe,
mas em enxergar a missão onde já está.
Uma geração que não pergunta:
“Quem vai evangelizar essas pessoas?”
Mas pergunta:
“Por que Deus colocou essas pessoas ao nosso redor?”
POR ISSO, NÓS NOS LEVANTAMOS.
Da América Latina.
Da África.
Da Ásia.
Da Europa.
Da América do Norte.
De todas as nações.
De todas as culturas.
De todas as gerações.
Nós nos levantamos como uma Igreja enviada.
Não para construir o nosso reino.
Mas o Reino de Deus.
Não para fazer o nosso nome conhecido.
Mas o nome de Jesus.
Não para preservar simplesmente o que recebemos.
Mas para multiplicar aquilo que recebemos.
O EVANGELHO DEU A VOLTA AO MUNDO.
Agora precisamos reconhecer o que Deus está fazendo.
O Evangelho atravessou oceanos.
Atravessou continentes.
Atravessou culturas.
Atravessou gerações.
E agora vemos o círculo se completar.
De Jerusalém para as nações.
Das nações para as nações.
E das nações de volta às nações.
Este não é o fim da missão.
É um novo capítulo da missão.

DE MANTOVA PARA AS NAÇÕES
Nós declaramos:
A Europa é campo missionário.
A América é campo missionário.
A África é campo missionário.
A Ásia é campo missionário.
A América Latina é campo missionário.
Nossa cidade é campo missionário.
Nossa casa é campo missionário.
Nossa geração é campo missionário.
E onde quer que Deus nos coloque,
ali está o nosso campo.
MISSÃO REVERSA 2026
Não somos apenas uma conferência.
Somos uma convocação.
Não somos apenas um movimento.
Somos uma resposta.
Não somos apenas pessoas atravessando fronteiras.
Somos discípulos sendo enviados.
De todos para todos.
De todos os lugares para todos os lugares.
Com todos os povos.
Para a glória de um só Deus.
O Evangelho não mudou.
Mas o mundo no qual carregamos o Evangelho mudou.
E porque o mundo mudou,
nós precisamos aprender a fazer missão de novas maneiras.
Por isso, hoje, em Mantova, Itália,
nós dizemos SIM à missão.
SIM ao chamado.
SIM aos povos.
SIM às culturas.
SIM à Igreja global.
SIM à Grande Comissão.
E, acima de tudo,
SIM A JESUS.
Que o Evangelho continue atravessando fronteiras.
Que a Igreja continue sendo enviada.
Que os povos continuem ouvindo.
Que Cristo continue sendo anunciado.
E que, em nossa geração,
o círculo do Evangelho seja completado.
DE TODOS PARA TODOS.
COMPLETANDO O CÍRCULO DO EVANGELHO.
Mantova, Itália — 2026
Missão Reversa.
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